quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Revolver que ninguém usa não dispara bala.

Olhar de revolver e bala.



Olhar de revolver e bala

Um tiro certeiro no peito

Penetra e crava

Encharca a camisa de um jeito

Engole o fôlego, mata

É sangue escorrendo nos dedos

Na boca que não mais fala

Sorrisos chorando desejo

Vermelho que talha

Suspiros lembrando um beijo

Caindo de sal e água

Que mudam de cor com o tempo

Confudem e cospem mágoas

Assustam, sabem fazer medo

São laminas, navalhas

São olhos que tiram sossego

Luz que não acaba

Me consomem em segredo

Mágia que nunca falha

São teus olhos menina, que vejo

Que choram cura, aquilo que me sara

Olhar de revolver e bala.

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