
Olhar de revolver e bala
Um tiro certeiro no peito
Penetra e crava
Encharca a camisa de um jeito
Engole o fôlego, mata
É sangue escorrendo nos dedos
Na boca que não mais fala
Sorrisos chorando desejo
Vermelho que talha
Suspiros lembrando um beijo
Caindo de sal e água
Que mudam de cor com o tempo
Confudem e cospem mágoas
Assustam, sabem fazer medo
São laminas, navalhas
São olhos que tiram sossego
Luz que não acaba
Me consomem em segredo
Mágia que nunca falha
São teus olhos menina, que vejo
Que choram cura, aquilo que me sara
Olhar de revolver e bala.
